......SOu uma pessoa muito legal....amiga de verdade.....gostaria que fosse meu amigo...professora de artes separada,atualmente morando em londrina....vamos ser amigos?????
amigos do hi5 agradeço as mensagens e o carinho de vcs... as vezes não respondo porq entro raramente....mas valeu bjaum....ha quem tiver orkut pode me add......
Mais um adeus
Uma separação
Outra vez, solidão
Outra vez, sofrimento
Mais um adeus
Que não pode esperar
O amor é uma agonia
Vem de noite, vai de dia
É uma alegria
E de repente
Uma vontade de chorar
Contraponto
Olha, benzinho, cuidado
Com o seu resfriado
Não pegue sereno
Não tome gelado
O gim é um veneno
Cuidado, benzinho
Não beba demais
Se guarde para mim
A ausência é um sofrimento
E se tiver um momento
Me escreva um carinho
E mande o dinheiro
Pro apartamento
Porque o vencimento
Não é como eu:
Não pode esperar
O amor é uma agonia
Vem de noite, vai de dia
É uma alegria
E de repente
Uma vontade de chorar
Vinicius de Moraes Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Vinícius de Moraes Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinícius de Moraes
Encontre-se entre os frutos uma oliva
e ao menos uma rosa nos florais.
Se a fortuna vos falha, por esquiva,
plantai de novo, e sempre, e muito mais.
Segui, juncando a orla dos caminhos
de roseiras sem conta e de olivais.
Sangrar-vos-eis, de certo, nos espinhos,
certo, vos queimarão sois estivais.
Vezes a praga e os pássaros daninhos
perderão a colheita, ou a primitiva
semente esconderão os chãos maninhos.
Árdua é a tarefa. Embora! A alternativa
de servir os passantes e os vizinhos,
compensa o dissabor e em paz deriva.
João Justiniano da Fonseca Eu pudesse ser sol em pleno iverno
e pudesse ser luz na escuridão;
ser esperança em todo coração,
soma de paz e amor, bem eviterno.
Sempre pudesse ser alegre e terno,
e inteiro, transformado em vinha e pão;
ser céu pudesse e ao mesmo tempo chão,
para dar chuva e fruto em tempo eterno.
Jamais me preocupar o meu conforto,
e, como o Cristo ajoelhado no Horto
ser humilde segundo por segundo.
Oferecer-me em bem à humanidade
por vida e morte, pela eternidade,
o coração distribuído ao mundo...
João justiniano da Fonseca A ventania é forte e a velha porta
vai e vem, rangindo, lenta, no portal.
Não range apenas, geme à hora morta
da meia noite, ao céu, ao vendaval...
A porta geme, ou é o vento? Pouco importa
de onde vem o gemido, o iuvo espectral,
se a dor excita, se o passado exorta
e espanta as andorinhas do beiral...
Um casarão mal assombrado é a idade,
que faz gemer no peito o coração
ao vento sibilante da saudade...
Ou quem geme será minha ilusão,
desfeita, enfim, na fria realidade
e na suprema dor da solidão?!
João Justiniano da Fonseca Era simples e belo, era tranqüilo
caminhar sem cuidados e temores.
Sem pretensão a voos e esplendores,
sem saber que estivesse alguém a ouvi-lo.
Ia alegre e sem pressa, a mocidade
não lamenta jamais - luta, esbraveja.
contesta por princípio e porque seja
o futuro em procura da verdade.
Um dia se descobre preocupado,
grisalhos os cabelos, o ar zangado
de quem pretende e não consegue o vôo.
E adeus a vida simples e tranqüila,
de homem displiscente a ator de vila,
tudo agora é tormento e busca, enjôo...
João Justiniano da Fonseca
Será que na vida não vive
Quem na vida já viveu?
Ou será que terá vida
Quem nesta vida sofreu?
Eu que morri e que vivo
Dentro do mundo que passou,
Nos versos que não morrerão
Após rasgar a vida
Irão lembrar quem chorou
E esta vida não viveu.
hamilton afonso Queria dedicar-te um canto
Nesta terna e longa viagem
Através da poesia.
Queria dar-te uma flor
Que jamais seque algum dia.
Pois ser feliz é esquecer
A amargura do momento
E só assim a vida é sublime
Bonita, ao mesmo tempo
Como este mar
Que nos separa
Nesta noite amena e calma.
Silêncio! Que o meu luar
Vai beijar a tua alma.
hamilton afonso Contigo, aprendi a saber o que é unidade
A ouvir o que não chega ser dito,
A sentir o que tu pensas,
Sabendo que pensas o que sinto…
Aprendi a saber de mim, através do que sei de ti…
Aprendi a conhecer o silêncio
A conhecer o seu dicionário mudo
Apenas pelo olhar,
Não preciso de palavras, para saber de ti
E sei que também não precisas
Porque sabemos o que sentimos…
Aprendi a suportar o mistério que nos une
A força que nos comanda
A energia que sentimos…
Aprendi contigo o valor de sermos “dois” e “um”
Estarmos juntos, estando separados,
Numa integridade única de quem sabe o que quer…
Aprendi contigo e com essa empatia
Que temos ainda muito que aprender
Que rir, cantar, chorar e amar
É apenas o segredo de sermos
Duas almas num só corpo…
MARIA CELIA SILVA Vejo-te ir,
Não vou conseguir chegar,
Se partir…
Vais regressar,
Mas tu já saíste,
E eu fiquei!
Deriva de mim a dúvida
E o conselho a seguir:
Rir de acordo,
Ou acordar a rir,
e ir
Ir por aí
Por onde o meu passo me leva
Atrás de tudo e de nada,
Porque tudo afinal se queda
Estou novamente perdido!
Vi-te partir,
Vais regressar,
Afinal prometeste voltar…
hamilton afonso “ O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve
Na dor lida sentem bem
Não as duas que ele teve
Mas só a que eles não tem.”
Fernando Pessoa
Náufrago sombrio da noite errante,
Letárgico na imensidão escura,
Do peito, o coração se transfigura,
Refúgio da desilusão constante.
É a reciprocidade exorbitante!
Ao leito desse quarto, a amargura
Exposta à transmutação futura
E às margens dessa solidão cortante.
E nada o será tal como fora,
Nem nada do que fora, então se entrega
Inerte a minha alma sonhadora;
Estática, pois ergue e não carrega
O peso da prisão devastadora,
Mas náufrago meu coração navega.
Murilo Rafael Oque acontece com um coração
Que vive uma canção
Pode até estar perdido
Com um ferido.
Meu amor está sumido
Pode até estar perdido!
E agora o que vou fazer com a paixão
Que predomina meu coração.
Ninguem segura o amor.
Quando ele é regeitado
Não é mais amor mais assim dor
O amor pode estar cansado de ser abandonado
Agora esse amor é antessesor
Já cansei de ser amador.
Sabrina Só queria te dizer
que sem você não sei viver
posso até tentar
mas a saudade não vai deixar.
só queria que você soubesse
que o teu Amor me enobresse
me faz sentir como uma rainha
nos teus braços sem perder a linha.
Só queria que você percebesse
que o meu sentimento por você
não tem nenhum interesse.
Eu só queria te dizer
pois tá difícil de esconder
o Amor que tenho no peito, que não para de cerscer.
Anna Paula Guinalia Óh fada assoprada pela brisa
Me encanta com teu jeito divinal
E em meu coração se eterniza
Me toca de uma forma genial
Óh deusa, eu te quero aqui comigo
Que és a majestosa flor mais bela
Que o meu peito já me disse "Amigo
Teus olhos foram feitos para vê-la"
Não sei mais que dizer de ti amada
Mas se eu calar o ar ainda tine
Por isso eu clamarei na madrugada
Que o verso do Poeta se refine
"Sem o amor eu não seria nada"
Ser nada é morrer sem amar a Aline!
Diego Ribeiro Sabino Sentir, pelo atos, que não é, e nunca foi amado.
Antever o desprezo pelo sempre esquecimento.
Não ter resposta dos lábios frios e cerrados;
a fala calou-se, não tendo sequer ressentimento.
No olhar o cansaço antecipa o adeus já esperado.
Sumir agora é a ordem, aguarda-se o momento.
Os corpos não se tocam, músculos dilacerados.
A vida tramada, calada,nunca esteve a contento.
Nos cabelos brancos a denúncia: antecipação da velhice.
Os pés cansados, por demais lentos, procuram o descanso.
Agora lamenta, faltou o sabor: um pouco de canalhice.
Sente e geme a sentença na carne: voltarás a ser pó!
Compreende então a verdade, a verdade do tormento;
és homem, uno, sem chances, foi, é, e será sempre só!
Adaides Batista dos Santos
Já disse todas as palavras todas! As de canto as de encanto as de dor as de amor as de frio as de cio as de sorte as de morte e as de vida dorida, ferida, ferida... e o que trás o que faz o que jaz sem temor é um rio vazio tão só e tão frio por falta de amor todo dor, todo dor... já disse e não espero nem quero não quero o desejo dum beijo em boca promessa nem ternura com pressa; não mais a tristeza não mais a incerteza não mais a rudeza de sílaba assim... não quero palavras escritas ou ditas feias ou bonitas que doem em mim!... Maria Mamede A chuva são as lágrimas da vida
que caem tristemente do céu
na tentativa de lavar a alma
daqueles que ainda acreditam no amor.
Ela escorre pelas calçadas
com a intenção de limpar a cidade
das injustiças sociais
e da hipocrisia humana.
Ela enche o lago
para matar a sede
daqueles que desejam a felicidade.
Ela rega a vida
para acabar com seca
de esperança por um mundo melhor.
Anna Paula Guinalia Sem você eu não vivo
apenas sobrevivo
por mais um longo dia cinzento
e uma interminável noite fria.
Sem você
fico muito triste
tudo que faço é lembrar
de seus carinhos, sua voz macia.
Sem você
fiquei órfã
do amor que me fazia viver.
Sem você
apenas recordo o passado
com esperança de tê-lo no futuro.
Anna Paula Guinalia Preciso saber como estás
o que fazes de interessante
o que pensas da vida
o que sentes perante o amor.
Preciso saber
se beijas outra boca
se acaricias outro rosto
se afagas outro cabelo.
Preciso ver-te
tocar-te
e amar-te novamente.
Preciso ter-te
como nunca tive
e para todo o sempre.
Anna Paula Guinalia Será que me amaste realmente
que não mentiste a ti mesmo
dizendo que era para sempre
que nascemos um para o outro.
Será que falavas a verdade
que sentias tudo que dizias
que teu sorriso era verdadeiro
e teu olhar sinceiro.
Será que tudo acabou
que não lembras de nada
e o sentimento desapareceu.
Será que o teu amor
era verdadeiro
como o sol que ilumina o dia?
Anna Paula Guinalia
Ao ouvir uma canção,
Um sorriso em meus lábios surgiu,
E uma forte emoção,
Todo meu ser possuiu.
Conforme ouvia calado,
Você surgia em minha mente,
Como um lindo filme a passar,
Fazendo minha vida diferente.
Estrelas nos ceus a brilhar,
Irradiando sua beleza,
Focadas todas em você,
Minha querida princesa.
Defronte a um lago azul,
Você de cabelos soltos ao ar,
Espalhava seu doce perfume,
Convidando - me para te amar.
Vivendo este sonho de amor,
Senti você se aproximar,
E o calor do seu corpo,
Meu corpo arrepiar.
Então pude provar,
A delicia dos seus beijos,
Transformando meu coração,
Em fonte de insaciável desejo.
Não resisti ao Amor,
E a você me entreguei,
E confesso de coração,
Que pra sempre te amarei.
by José Roberto.
"Para quem está a chorar, não só tenho um ombro amigo para chorar, mas um coração cheio de Amor, para te Amar e amar assim
Um segredo que é só meu
Meu pomar de delícias
O eco de meus sonhos
Te amar assim
Talvez seja um meio
De te preservar pra sempre
Divisor das águas em mim
Te amar assim
Pendurada no teu céu
Exposta em tuas mãos
Suave memória curando tuas dores
Te amar assim
Ouvindo teu riso alegre
Sentindo teu ar em mim
Tangendo teu corpo manso
Te amar assim
Exilando meus fantasmas
Embriagando meus receios
Acordando meus desejos
Te amar assim
Na volúpia das conversas
No movimento dos versos
Na cumplicidade das lembranças
Te amar assim
No outono das minhas cores
No poente da tua entrega
No horizonte do nosso encontro
Te amar assim
Em êxtase
Sem medo de sentir que estou feliz.
(by: Eliane Malpighi Não existe somente uma idade
para se ser feliz,
alcançar a tão sonhada felicidade
da vida ser apenas um aprendiz
Se encantar com tudo na vida
viver apaixonadamente
viver uma época num instante
e saber que é preciso sonhar
Criar uma áurea dourada
ser uma pessoa predestinada
a todos fazer feliz
não apenas ser, mas existir
Renovar a cada momento
nossas almas reernegizar
aceitar todos os desafios
e toda a luta enfrentar
Viver todos os amores
experimentar todos os sabores
sem culpas ou temores
arrependimentos ou dissabores
Dourar cada momento
de felicidade e encantamento
por amar e ser amado
e saber que sempre
É TEMPO DE SER FELIZ
by: Dibruck O gosto da tua pele
sal impregnado em meus lábios
que me mata de sede
à beira da fonte dos teus prazeres.
O teu gosto na minha boca
mel que sacia meus desejos
na hora derradeira
do medo de te perder
em meio aos lençóis.
O teu cheiro impregnado
no meu corpo
perfume raro que nem a chuva
leva de mim...
autor desconhecido
Com você aprendi a saber o que é uma unidade,
A ouvir o que não chega a ser dito,
Sentir o que você pensa,
Sabendo que você pensa o que eu sinto,
Aprendi a saber de mim,
Através do que sei de você...
Aprendi a conhecer seu silêncio,
A entender seu dicionário mudo,
Apenas pelo calar...
Não preciso de palavras para saber sobre você,
E sei que você também não precisa delas
para me entender, pois,
Sabemos o que sentimos...
Aprendi a respeitar o mistério que nos une,
A força que nos comanda,
E a energia que sentimos...
Estou aprendendo a respeitar a capacidade de termos
uma sintonia que nos liga à mesma freqüência,
Nos fazendo um canal de poder,
Criado por uma energia que emana de uma Força Maior...
Aprendi com você o valor
de sermos um e sermos dois...
de sermos dois e sermos um...
É um estar juntos mesmo separados,
Numa integridade única,
De quem sabe o que quer e o que sente...
Aprendi com você e com essa sintonia,
Que ainda tenho muito o que aprender... com você...
Vamos encontrar nosso Real,
E rir, e amar, e vivermos nosso amor,
Pois tudo isso é maravilhoso...
E que cada drama é só nosso modo de ver a vida,
Só está nos mostrando aquilo que estamos criando
Com nosso poder de acreditar... em nós... É estar onde se quer
É fazer o que deseja
É pensar só em você
Mesmo que pouco te veja
É gritar com toda a força
De amor ou de prazer
É querer todos os dias
Te amar pra me perder
É pegar uma idéia
E tornar realidade
É deixar pra lá sem dó
Toda a dor, toda a verdade
É sonhar com esse rosto
Tão grafado em minha mente
É beijá-lo várias vezes
Na memória, docemente
É poder assim dizer
Dessa forma assim tão doce
Como queria amar você
Por um dia só que fosse.
by: Mônica Campregher Seduza-me!
Sem entremeios
Indecisões ou receios.
Me traga flores,
Me ofereça estrelas,
Colhidas especialmente
Pra mim...
Seduza-me!
Corra o mundo,
Invente uma canção,
Me faça versos
Que falem de paixão.
Brinque comigo,
Me faça rir,
Me toque
Sem me tocar.
Me surpreenda,
Me prenda!
Me conte de você,
Da sua vida.
Me olhe nos olhos
E me faça sentir
Um ser especial...
Seduza-me!
Me fale de amor
E de paraíso.
Venha com beijos,
Vinho tinto
E luz de velas,
Se for preciso.
Me pegue
Em seus braços
E eu te juro,
Que se você
Me chega assim,
Não vou saber te resistir...
by: Leticia Thompson Seria muito pedir...
Que ao nascer de cada dia você estivesse ao meu lado?
Que teu sorriso iluminasse as manhãs por mais cinzentas que fossem?
Que no abrir dos teus olhos a imagem refletida fosse do meu amor por você?
Seria muito pedir...
Que ao passar dos dias nosso amor se tornasse mais puro, singelo e intenso?
Que quando estivéssemos juntos esquecêssemos do tempo e do espaço?
Que a razão dos nossos sorrisos fosse, simplesmente, por estarmos assim?
Seria muito pedir...
Que a cada marca, a cada fio de cabelo que se tornasse grisalho eu pudesse lhe dizer como estás ainda mais linda?
Que meu desejo por ti não respeita regras, não sabe onde começa e nem como termina?
Que eu pudesse contemplar o campo florir-se por tua presença radiante ali?
Seria muito pedir...
Desejar...
Que o eterno não fosse o bastante para nosso amor e que os dias fossem poucos para que eu pudesse lhe dizer...
Te amo!
by: Eros
Se eu pudesse te sentir, por um momento sem fim,
Se eu pudesse...
Te levar prá bem longe, sem o ontem,
sem o amanhã, sem pausa,
Se eu pudesse...
Minha estrela, meu céu, meu sol,
minha aurora, meu tudo agora.
Se eu pudesse ter tudo que eu quero agora...
Queria você prá mim, dentro de mim,
para um momento sem fim.
Se eu pudesse...
(desconheço a autoria.) Quando o amor acenar, siga-o ainda que por caminhos ásperos e íngremes.
E quando suas asas o envolverem, renda-se a ele. Ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa feri-lo.
E quando ele falar a você, acredite no que ele diz, Ainda que sua voz possa destroçar seus sonhos, Assim como o vento norte devasta o jardim.
Pois, se o amor coroa, ele também o crucifica. Se o ajuda a crescer, também o diminui.
Se o faz subir às alturas e acaricia seus ramos mais tenros que tremem ao sol, também o faz descer às raízes e abala sua ligação com a terra.
Como os feixes de trigo, ele o mantém íntegro. Debulha-o até deixá-lo nu.
Transforma-o, livrando-o de sua palha. Tritura-o, até torná-lo branco. Amassa-o, até deixá-lo macio e, então, submeta-o ao fogo para que se transforme em pão, no banquete sagrado de Deus.
Todas essas coisas pode o amor fazer para que você conheça os segredos de seu coração e, com esse conhecimento, se torne um fragmento do coração da VIDA.
(by: Khalil Gibran) Se um dia te der uma louca vontade de chorar, me chama,
Não te prometo fazer sorrir, mas posso chorar com você.
Se um dia resolver fugir; não se esqueça de me chamar,
Não te prometo convencer de ficar, mas posso fugir contigo.
Se um dia te der uma louca vontade de não falar com ninguém;
Me chama assim mesmo;
Prometo ficar bem quietinha(o).
Mas... se um dia você me chamar e eu não ouvir ...
Vem correndo ao meu encontro...
Talvez eu esteja precisando Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
"aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."
Pablo Neruda ) Com você aprendi a saber o que é uma unidade,
A ouvir o que não chega a ser dito,
Sentir o que você pensa,
Sabendo que você pensa o que eu sinto,
Aprendi a saber de mim,
Através do que sei de você...
Aprendi a conhecer seu silêncio,
A entender seu dicionário mudo,
Apenas pelo calar...
Não preciso de palavras para saber sobre você,
E sei que você também não precisa delas
para me entender, pois,
Sabemos o que sentimos...
Aprendi a respeitar o mistério que nos une,
A força que nos comanda,
E a energia que sentimos...
Estou aprendendo a respeitar a capacidade de termos
uma sintonia que nos liga à mesma freqüência,
Nos fazendo um canal de poder,
Criado por uma energia que emana de uma Força Maior...
E de novo, Lisboa, te remancho,
numa deriva de quem tudo olha
de viés: esvaído, o boi no gancho,
ou o outro vermelho que te molha.
Sangue na serradura ou na calçada,
que mais faz se é de homem ou de boi?
O sangue é sempre uma papoila errada,
cerceado do coração que foi.
Groselha, na esplanada, bebe a velha,
e um cartaz, da parede, nos convida
a dar o sangue. Franzo a sobrancelha:
dizem que o sangue é vida; mas que vida?
Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,
na terra onde nasceste e eu nasci?
Alexandre O'Neill, in 'De Ombro na Ombreira' Acaba mal o teu verso,
mas fá-lo com um desígnio:
é um mal que não é mal,
é lutar contra o bonito.
Vai-me a essas rimas que
tão bem desfecham e que
são o pão de ló dos tolos
e torce-lhes o pescoço,
tal como o outro pedia
se fizesse à eloquência,
e se houver um vossa excelência
que grite: — Não é poesia!,
diz-lhe que não, que não é,
que é topada, lixa três,
serração, vidro moído,
papel que se rasga ou pe-
dra que rola na pedra...
Mas também da rima «em cheio»
poderás tirar partido,
que a regra é não haver regra,
a não ser a de cada um,
com sua rima, seu ritmo,
não fazer bom e bonito,
mas fazer bom e expressivo...
Alexandre O'Neill, in 'De Ombro na Ombreira' Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca' Ao lado do homem vou crescendo
Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente
Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas
Ao lado do homem vou crescendo
E defendo-me da morte povoando
De novos sonhos a vida
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca' Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca' Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperançar louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
De passadas tristezas, desenganos
amarguras colhidas em trinta anos,
de velhas ilusões,
de pequenas traições
que achei no meu caminho...,
de cada injusto mal, de cada espinho
que me deixou no peito a nódoa escura
duma nova amargura...
De cada crueldade
que pôs de luto a minha mocidade...
De cada injusta pena
que um dia envenenou e ainda envenena
a minha alma que foi tranquila e forte...
De cada morte
que anda a viver comigo, a minha vida,
de cada cicatriz,
eu fiz
nem tristeza, nem dor, nem nostalgia
mas heróica alegria.
Alegria sem causa, alegria animal
que nenhum mal
pode vencer.
Doido prazer
de respirar!
Volúpia de encontrar
a terra honesta sob os pés descalços.
Prazer de abandonar os gestos falsos,
prazer de regressar,
de respirar
honestamente e sem caprichos,
como as ervas e os bichos.
Alegria voluptuosa de trincar
frutos e de cheirar rosas.
Alegria brutal e primitiva
de estar viva,
feliz ou infeliz
mas bem presa à raíz.
Volúpia de sentir na minha mão,
a côdea do meu pão.
Volúpia de sentir-me ágil e forte
e de saber enfim que só a morte
é triste e sem remédio.
Prazer de renegar e de destruir
o tédio,
Esse estranho cilício,
e de entregar-me à vida como a
um vício.
Alegria!
Alegria!
Volúpia de sentir-me em cada dia
mais cansada, mais triste, mais dorida
mas cada vez mais agarrada à Vida!
Fernanda de Castro, in "D'Aquém e D'Além Alma" Este é o papel singular da alegria
a lei errante do país
é o maior dos silêncios.
Caminhei por entre rios pontos de água
estações de novembro
pequena razão dos ventos da manhã.
Não trafiquei não porque seja forte
mas porque falo da alegria do estar sobre vós
nestes pontos de água
na acidez da flor
neste país frequentado
algumas coisas nunca mudarão. O rigor
da luz torna invulnerável o desejo de perder
esta pressa de verão.
Algumas coisas serão sempre as mesmas: manhã
encosta o teu ouvido sobre a porta escuta
era a voz os cavaleiros roubados a Ucello
longínquos.
(Profanamos a casa não o corpo
esta forma desenhada ruga a ruga
esta cor amarela sobre a praia.)
João Miguel Fernandes Jorge, in "Vinte e Nove Poemas" A alegria da vida, essa alegria d'oiro
A pouco e pouco em mim vai-se extinguindo, vai...
Melros alegres de bico loiro,
Ó melros negros, cantai, cantai!
Ando lívido, arrasto o pobre corpo exangue,
Que era feito da luz das claras madrugadas...
Rosas vermelhas da cor do sangue,
Rosas abri-vos às gargalhadas!
Limpidez virginal, graça d'Anacreonte,
Mimo, frescura, força, onde é que estais?... não sei!...
Ó águas vivas, águas do monte,
Ó águas puras, correi, correi!
Eu sinto-me prostrado em lânguido desmaio,
E a minha fronte verga exausta para o chão...
Cedros altivos, sem medo ao raio,
Cedros erguei-vos pela amplidão!
Guerra Junqueiro, in 'Poesias Dispersas' Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,
Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.
Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.
Ah, canta, canta sem razão!
O que em mim sente ‘stá pensando.
Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando!
Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro!
Tornai Minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me, passai!
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por gênio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...
Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa A alegria da vida, essa alegria d'oiro
A pouco e pouco em mim vai-se extinguindo, vai...
Melros alegres de bico loiro,
Ó melros negros, cantai, cantai!
Ando lívido, arrasto o pobre corpo exangue,
Que era feito da luz das claras madrugadas...
Rosas vermelhas da cor do sangue,
Rosas abri-vos às gargalhadas!
Limpidez virginal, graça d'Anacreonte,
Mimo, frescura, força, onde é que estais?... não sei!...
Ó águas vivas, águas do monte,
Ó águas puras, correi, correi!
Eu sinto-me prostrado em lânguido desmaio,
E a minha fronte verga exausta para o chão...
Cedros altivos, sem medo ao raio,
Cedros erguei-vos pela amplidão!
Guerra Junqueiro, in 'Poesias Dispersas' Enquanto eu te beijo, o seu rumor
nos dá a árvore, que se agita ao sol de ouro
que o sol lhe dá ao fugir, fugaz tesouro
da árvore que é a árvore de meu amor.
Não é fulgor, não é ardor, não é primor
o que me dá de ti o que te adoro,
com a luz que se afasta; é o ouro, o ouro,
é o ouro feito sombra: a tua cor.
A cor de tua alma; pois teus olhos
vão-se tornando nela, e à medida
que o sol troca por seus rubros seus ouros,
e tu te fazes pálida e fundida,
sai o ouro feito tu de teus dois olhos
que me são paz, fé, sol: a minha vida!
Juan Ramón Jiménez, in "Ríos que se Van"
Tradução de José Bento Querida vem junto de mim
Esta noite quero cantar
Uma canção para ti
Uma canção sem lágrimas
Uma canção ligeira
Uma canção de charme
O charme das manhãs
Envolvidas em bruma
Em que valsam coelhos
O charme dos pântanos
Onde alegres crianças louras
Pescam crocodilos
O charme dos prados
Que se ceifam no Verão
Para podermos rebolar-nos
O charme das colheres
Que rapam os pratos
E a sopa de olhos claros
O charme do ovo cozido
Que permitiu a Colombo
O truque mais luzido
O charme das virtudes
Que dão ao pecado
O gosto do proibido
Podia ter-te cantado
Uma canção de carvalho
De ulmeiro ou de choupo
Uma canção de plátano
Uma canção de teca
De rimas mais duráveis
Mas sem ruído nem alarme
Preferi experimentar
Esta canção de charme
Charme do velho notário
Que no estúdio austero
Denuncia o falsário
Ou o charme da chuva
Escorrendo gotas de ouro
Sobre o cobre do leito
Charme do teu coração
Que vejo junto ao meu
Quando penso no bem-estar
Ou o charme dos sóis
Que giram sempre em volta
De horizontes vermelhos
E o charme dos dias
Apagados da nossa vida
Pela goma das noites
Boris Vian, in "Canções e Poemas"
Tradução de Irene Freire Nunes / Fernando Cabral Martins
Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?
Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.
A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.
Pablo Neruda
O terno e perigoso
rosto do amor
me apareceu numa noite
depois de um dia muito comprido
Talvez fosse um arqueiro
com seu arco
ou ainda um músico
com sua harpa
Não me lembro mais
Nada mais sei
Tudo o que sei
é que ele me feriu
talvez com uma flecha
talvez com uma canção
tudo o que sei
é que me feriu
feriu aqui no coração
e para sempre
Ardente muito ardente
ferida do amor.
by: Jacques Prévert Os caminhos da vida
Não me levam conforme eu queria.
As estradas do meu coração
Fazem tantas curvas.
Percorro o caminho da solidão,
Desamparada, triste, inconsolável. Não sei o que fazer,
O céu desabou sobre mim,
O mundo me deu as costas.
O medo da caminhada,
O medo de olhar pra frente,
Tudo me consome.Não há ninguém
Olhando por mim
O egoísmo me apossou.
A minha companheira é a dor.
Como são obscuros os caminhos da vida.
Como somos egoístas em tanto querer.
Como não temer?
Os abismos que nos esperam.
Como sonhar?
Se a cada passo há uma pedra
E em cada flor, um espinho.
Quando e como alcançaremos a verdadeira felicidade?" O Homem é a mais elevada das criaturas.
A Mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o Homem um trono;
Para a Mulher, um altar.
O trono exalta, o altar santifica.
O Homem é o cérebro,
a Mulher, o coração, o amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.
O Homem é o gênio,
a Mulher, o anjo.
O gênio é imensurável,
o anjo, indefinível.
A aspiração do Homem é
a suprema glória;
A aspiração da Mulher,
a virtude extrema.
A glória traduz grandeza;
a virtude traduz divindade.
O Homem tem a supremacia;
a mulher, a preferência.
A supremacia representa força.
A preferência representa o direito.
O Homem é forte pela razão;
a Mulher invencível pelas lágrimas.
A razão convence;
a lágrima comove.
O Homem é capaz de todos os heroísmos;
A Mulher de todos os martírios;
O heroísmo enobrece;
o martírio, sublima.
O Homem é o código;
a Mulher, o evangelho.
O código corrige;
o evangelho aperfeiçoa.
O Homem é o templo;
a Mulher, um sacrário.
Ante o templo, nos descobrimos.
Ante o sacrário, ajoelhamo-nos;
O Homem pensa;
a Mulher sonha.
Pensar é ter cérebro;
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O Homem é um oceano,
a Mulher, um lago.
O oceano tem a pérola que embeleza;
O lago tem a poesia que deslumbra.
O Homem é a águia que voa;
a Mulher, o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
cantar é conquistar a alma.
O Homem tem um fanal: a consciência;
A Mulher tem uma estrela: a esperança.
O fanal guia, a esperança, salva.
Enfim...
O Homem está colocado onde termina a terra;
A Mulher onde começa o céu...
VICTOR HUGO Amo-te,
de longe e em segredo,
confessando quase a medo
que já não faz sentido viver
sem te amar assim.
Amo-te
entre a esperança
e a quimera
de um esperar
de te amar de perto
que nunca chega ao fim.
Amo-te,
em pensamento,
a toda hora,
em qualquer momento
e escrava dessa obsessão,
hei de morrer te amando
num lamento de paixão.
by: Maria Lucia Victor
Se queres partilhar comigo
o meu caminho de estrelas e luas
sê bem-vindo, mas abre teu peito
às luzes que elas emanam...
Se queres partilhar comigo
o meu caminho de sonhos e sentimentos
sê bem-vindo,
mas abre teu peito ao amor,
à vida e ao belo...
Se queres partilhar comigo
o meu caminho em todos os reinos
sê bem-vindo,
mas abre teu peito à caminhada,
com alegria e ardor...
Se queres partilhar comigo
o meu caminho de entrega e prazer
sê bem-vindo,
mas abre o teu peito ao desejo,
ao carinho e ao bem-querer...
E, se enfim, queres partilhar comigo
o meu caminho infinito de luz
sê bem-vindo,
me dá tua mão..
e entra, de mansinho, no meu coração.. Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
(Ricardo Reis, De leve beijo as suas mãos pequenas,
Alvas, de neve, e logo, um doce, um breve,
Fino rubor lhe tinge a face, apenas
De leve beijo as suas mãos de neve.
Ela vive entre lírios e açucenas,
E o vento a beija e, como o vento, deve
Ser o meu beijo em suas mãos serenas:
- Tão leve o beijo, como o vento é leve.
Que essa divina flor, que é tão suave,
Ama o que é leve, como um leve adejo
De vento ou como um garganteio de ave,
E já me basta, para meu tormento,
Saber que o vento a beija, e que o meu beijo
Nunca será tão leve como o vento... Saudade...
De quem não vejo,
Só sinto...
De quem não sei quem é,
Só sei que existe,
Porque meu coração assim quer.
Saudade...
De você que me ensinou
A te querer,
A te sentir,
Aqui dentro deste peito sonhador
Que não quer te esquecer.
Saudade...
Aperta e dói,
Quando estou aqui
E não vejo seu nome online,
Pra me encantar,
E me fazer sonhar...
Esquecer de tudo
E só de você querer
Saber e lembrar..
Saudade...
De suas palavras,
Neste modo de escrever
Que é só seu
Inconfundível para mim,
Que te amo tanto assim,
E nem sei que cor tem os seus olhos,
Saudades...
De contigo brincar,
Ensinuar, ter prazer e sonhar,
Com tua voz a ecoar pela sala,
Quando escuto tua mensagem..
Saudades...
Meu querido, meu amigo,
Meu namorado virtual,
Real, não sei...
Mas quero sempre
Contigo estar!
by: Anita Garden® onho Meu
Vai em busca do amor perdido
Sem desespero
Corre atrás do que é meu!
Ele alí está
Não se desespere sonho meu
Existe uma chance
Não a deixe escapar
Ferre os punhos,
feche as mãos com força
Não deixe nenhuma brecha
para que não consiga escapar de vez
Voe sonho meu
Pode voar, vai até o infinito,
se preciso for
Mas aterrize na hora
em que sentir que sua asa voa alto demais
Alcançe o vôo necessário
Voe alto, pode voar, mais retorne
vou precisar de você
Me enlace em seu bico, suas asas
Me leve para conhecer,
esse amor que eu sonho,
que existe em algum recanto
Voa sonho meu
Mas não esqueça de que pretendo voltar
Viver somente de sonhos,
cansa, deixa de ser sonho
pode, mais tarde, pesadelo virar!
por Regina O.
Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco
de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão
é correr o risco de perder as pessoas
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corrido,
porque o maior perigo é não arriscar nada.
há pessoas que não correm nenhum risco,
não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões,
mas elas não conseguem nada,
não sentem nada, não mudam, não crescem,
não amam, não vivem .
Acorrentadas por suas atitudes,
elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
by Seneca ( orador romano) Perdoa as duras frases que me ouviste:
Vê que inda sangra o coração ferido,
Vê que inda luta moribundo em ânsias
Entre as garras da morte.
Sim, eu deveria moderar meu pranto,
Sofrear minhas iras vingativas,
Deixar que as minhas lágrimas corressem
Dentro do peito em chaga.
Que m'importava a mim teu fingimento,
Se uma hora fui feliz quando te amava,
Se ideei breve sonho de venturas
Dormindo em teu regaço;
Luz mimosa de amor, que te apagaste,
Ou gota pura de cristal luzente
Filtrando os poros de uma rocha a custo
Caída em negro abismo!
Devera pois meu pranto borrifar-te
Amigo e benfazejo, como aljôfar
De branco orvalho em pérolas tornado
Num cálice de flor;
Não converter-se em pedras de saraiva,
Em chuva de granizo fulminante,
Que em chão de morte as pétalas viçosas
Desfolhasse entreabertas.
by: Gonçalves Dias e um dia você me encontrar
Em qualquer lugar
Não finja que não viu
O que vai ganhar com isso?
Apenas a mórbida sensação
De machucar ainda mais
Esse meu coração
Sorria pra mim
Sorriso faz bem
Te deixa lindo
Te quero sempre sorrindo
Chegue mais perto
Não me negue um abraço
Aquele macio, perfumado, gostoso
que só você sabe dar
Aconchega meu corpo junto ao seu
Abraço é mais forte que aço
Une as pessoas
Com sensações muito boas
Não tenha pressa de me soltar
Me abrace longamente
Me beije na face
Esse carinho
É riquíssimo em felicidade
E não te fará nenhum mal
Verdade!
Me olhe nos olhos
Deixe refletir minha imagem
Nesses seus olhos tão amados
Depois, se quiser
Murmure um adeus
De mansinho
E saia devagarinho
Se um dia você me encontrar
Não me ignore
Essa troca de afagos
Faz tão bem
Ao meu coração
E se novamente um dia você me encontrar
Vamos do começo desse poema
a receita recomeçar.
(by: EDNA BERTA ) Quando o amor acenar, siga-o ainda que por caminhos ásperos e íngremes.
E quando suas asas o envolverem, renda-se a ele
Ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa ferí-lo.
E quando ele falar a você, acredite no que ele diz,
Ainda que sua voz possa destroçar seus sonhos,
Assim como o vento norte devasta o jardim.
Pois, se o amor coroa, ele também o crucifica.
Se o ajuda a crescer, também o diminui.
Se o faz subir às alturas e acaricia seus ramos mais tenros que tremem ao sol, também o faz descer às raízes e abala sua ligação com a terra.
Como os feixes de trigo, ele o mantém íntegro.
Debulha-o até deixá-lo nu.
Transforma-o, livrando-o de sua palha.
Tritura-o, até torná-lo branco.
Amassa-o, até deixá-lo macio e, então, submeta-o ao fogo para que se transforme em pão, no banquete sagrado de Deus.
Todas essa coisas pode o amor fazer para que você conheça os segredos de seu coração e, com esse conhecimento, se torne um fragmento do coração da VIDA.
(Khalil Gibran) Quando sentires a saudade retroar
Fecha os teus olhos e verás o meu sorriso.
E ternamente te direi a sussurrar:
O nosso amor a cada instante está mais vivo!
Quem sabe ainda vibrará em teus ouvidos
Uma voz macia a recitar muitos poemas ...
E a te expressar que este amor em nós ungido
Suportará toda distância sem problemas ...
Quiçá, teus lábios sentirão um beijo leve
Como uma pluma a flutuar por sobre a neve,
Como uma gota de orvalho indo ao chão.
Lembrar-te-ás toda a ternura que expressamos,
Sempre que juntos, a emoção que partilhamos ...
Nem a distância apaga a chama da paixão.
by: Guimarães Rosa